Tesouro

Todos os dias os habitantes da pequena cidade de Cori acordam e voltam os olhos para a planície Pontina, em pleno Lácio. Certificam-se de que o monte Circeo não abandonou-se ao mar, verificam se a bonífica do inicio do século ainda drena aquele pantano e afasta a malária, observam com um certo desprezo a Torre Pontina, um arranha-céu arrogante e fora de lugar que domina a inteira paisagem. Continua a leggere

Precisão

Um dia branco abraçando a manhã, escondendo a montanha, ocultando o mar.
Revelando aquela exata e assim boba emoção
(tão inútil entender a memória quando – fiél – evoca)
– Numa praça na beira do mar

Aquele desafio assim adolescente e firme
– Se você vier pro que der e vier comigo –
hoje não tem mais um nome
(tão desnecessário interrogar a memória quando a emoção – nítida – resta).

É apenas o mundo cantando o dia
num pedaço de qualquer lugar
A chuva molhando a cor
se branco ele for
É quando o poeta escuta
e a memória – precisa –
torna


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Correndo para concluir um trabalho. Com preguiça de fazer o trabalho. Odiando terminar esse trabalho.
Agora é uma pausa. Fugindo com o Gil.
Preciso admitir, é bom ouvir. Falta-me essa intensidade teimosa que encontro mais no  Brasil (ou talvez encontre entre as mulheres e conheça ainda poucas outras mulheres aqui).
Pra onde haja um tobogã.
(Precisa ter muito ritmo e ouvido para criar esse sound.
Preciso ter muito ritmo e ouvido para criar o meu sound.)
Pra outro lugar.
Baby.
Barranco do Solimões, o rio entre cheia e seca, lama.
Escorreggae

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