Commento critico di “Harken” in un post del manifesto riguardo la vittoria di Dilma

Ho trovato questo commento al post del manifesto Dilma Rousseff conquista il Brasile.

Rapporto UNDP sullo Sviluppo Umano 2010 [reperibile per esempio a http://hdr.undp.org/en/reports]. Pubblicato ogni anno, stila una “classifica” dei paesi del mondo per “indice di sviluppo umano”, costruita sulla base di appositi indici statistici multivariati e di approfondite indagini “empiriche”. Di cosa tengano conto nel dettaglio i compilatori, lo si può leggere nel riassunto del rapporto [che si trova, per esempio, a http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2010/chapters/]. Fondamentalmente si può dire che tengano conto di cose come: l’aspettativa media di vita nella popolazione complessiva, il tasso di mortalità per malattie facilmente curabili, il tasso di scolarizzazione, il livello di disuguaglianza economica basata sul “genere”… eccetera.
Al primo posto della “classifica”, in base alle stime dell’UNDP, la Norvegia. Credo che ciò avvenga per l’n-esima volta di fila (il valore di n mettetecelo voi: ma è senz’altro maggiore di 2). Beati loro!
I tanto bistrattati Stati Uniti stanno pur sempre, nonostante tutti i loro attuali drammatici problemi, al quarto posto.
La sventurata Italia, per parte sua, è al 23-esimo posto, due posti prima della Gran Bretagna [25], e più o meno a metà del gruppo dei paesi “ad altissimo sviluppo umano”. Quindi, per inciso, prima di mettersi a parlare di “Italia avviata sulla via di Haiti”, ci penserei un po’ più approfonditamente 😉
E il Brasile del venerato Lula, dov’è? È al 73-esimo posto: dopo – udite udite – paesi come l’Iran [70], l’Albania [64], la Bulgaria [58], la Romania [50]. Il suo indice di sviluppo umano complessivo, costruito coi criteri cui si faceva riferimento prima, è di 0.699: contro 0.854 dell’Italia, ma anche contro 0.750 del Messico [56-esimo] o 0.719 della suddetta Albania. Continua a leggere

Professioni

É sempre um encanto essa Itália que sabe ser antiga e moderna, pobre e rica e encontrar a medida.

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Calzolaio

Esse artesão tem casa própria, tem acesso a um sistema sanitário público, digno e de alto nível, os seus filhos se quiserem podem estudar grego antigo, latim e filosofia nas escolas públicas do segundo grau. Ele pode ir a um restaurante e talvez cruzar com um magistrado ou um secretário de governo ou um empresário ou um artista sentados na mesa ao lado. Viaja de férias, mesmo que por poucos dias porque, sabem, a crise na Itália não está fácil.
Mesmo com essa profissão ele tem uma vida digna.
Para chegar neste nível, neste tipo de Estado, a Itália fez uma escolha no pós – guerra e, sobretudo, depois do período das manifestações populares, dos grupos armados, das lutas dos anos 60 e 70: construir um verdadeiro Estado social. E isso foi com sacrifício. É esse Estado que Berlusconi quer destruir: sucatear a saúde, diminuir drasticamente os investimentos na educação, alardear que é melhor não pagar imposto (imposto precisa existir, precisa ser cobrado de quem ganha mais), desmontar a justiça e os mecanismos de investigação que lutam cotidianamente contra as máfias. Tudo isso para previlegiar o privado.
Antes que o Brasil fique por demais arrogante com a nova riqueza encontrada é preciso lembrar que não dura para sempre se não souber como extinguir a concentração de renda e o ódio e violência que isso gera entre as classes, se não investir em educação (para todos) e saúde (para todos).
Sabendo que a estrada é longa é muita burrice não respeitar o sapateiro.