Futebol da várzea sim senhor

Eu quero saber por que todo mundo quando deve criticar o futebol brasileira joga lá o adjetivo “várzea”. O que é essa estória?
Digam futebol da “lama”, da “baixa do bosta”, “sapolândia”. Sei lá, inventem, derivem.
Eu entendo que somos um continente e é difícil conhecer tudo mas o centro-sul antes de tirar a tampa da caneta deveria pensar na diversidade nacional.
Várzea equivale a fertilidade, renovação, moto contínuo.
É coisa boa, linda. É fonte de mito, hoje.
Quem dera o futebol brasileiro fosse mesmo da várzea. A Copa seria nossa, prá começar.

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Ad un amico tedesco

Mondiali, Germania e Brasile, 7×1.

Riflettevo in questi giorni proprio sulla nostra reazione alla Germania (e con “nostra” intendo noi latini). Non credo abbia a che vedere (solo) con la guerra. E’ piuttosto il vostro attaccamento al percorso scelto, la pianificazione portata agli estremi, la riflessione profonda. Ci ricorda quello che non siamo e, diciamola tutta, non vogliamo esserlo.
Dunque non è un vostro problema, piuttosto è nostro. Non possiamo proprio sopportare, noi, i casinari, i folli, instabili latini, la certezza, l’inizio, il mezzo e la fine. Soprattuto la fine.
Abbiamo troppa paura della morte – e molto amore per la vita – per reggere la ragione tedesca. Che poi è uno dei motivi per i quali siete tanto attrati da noi.

Freud spiega?

O Maracanaço e o inconsciente nacional. Uma tragédia.

Poucos dias atrás eu descobri que o Brasil tem um trauma coletivo, o “Maracanaço” em 1950, quando perdeu a Copa do Mundo contra o Uruguai por 2 a 1.
Meio que pulei da cadeira: cresci na felicidade da ignorância, inconsciente desse trauma. Precisava remediar.
Agora que sei, comecei a me perguntar sobre os estragos que ele  produziu na minha psique. Estou ainda procurando, com o holofote virado para dentro, tentando iluminar os cantos mais remotos e obscuros da minha mente.
Vi o impacto do êxodo de massa para as capitais que, rapidamente e sem estrutura, transformaram-se em lugares desumanos. Vi presidentes populistas e corruptos desenharem lentamente o Brasil presente, um deles “pai” do Distrito Federal, vi a politica da cortina de ferro que desembocou numa ditadura drástica, vi a crise econômica que existiu por décadas, a hiper-inflação onde os preços aumentavam enquanto estávamos dentro do supermercado, vi o exército de meninos de rua desaparecendo com uma cheirada de cola, vi a explosão do tráfico de droga e do núcleo familiar. Vi a agressão ao ambiente e uma multidão de sem terras e sem tetos.
Vi um pais sem educação, sem saúde, sem família, sem a mínima condição de garantir a sobrevivência da história individual, criando esses lagos imensos de amnésia nacional.
Vi o efeito de um milhão de mortes violentas em trinta anos.
Vi tudo isso e muito mais. Todos fenômenos coletivos que plasmaram o meu inconsciente, que determinaram escolhas políticas, estéticas.
Mas nada, nadinha, sobre o Maracanã, sobre uma partidinha perdida quase 70 anos atrás.
Uma tragédia.
Que inconsciente eu sou.

​Se a fratura vertebral de Neymar é um fake

Em um portal de medicina italiana o cirugião ortopédico Antonio Valassina questiona o diagnóstico apresentado pelo médico da Seleção brasileira sobre a “fratura na terceira vértebra lombar” de Neymar, afirmando que, se as imagens apresentadas como sendo suas forem verdadeiras, existe uma lesão sim mas na quinta vertebra (espondilólise de L5). E mais antiga e  séria .
A minha tradução é sofrivel mas quem quiser verificar no final é possivel aceder ao link original.

 

​Se a fratura vertebral de Neymar é um fake

É um episódio muito estranho aquele do incidente que ocorreu ontem ​(08/07) a Neymar, ​nas semifinais contra a Colômbia em Fortaleza,  junto à uma gestão do acidente ainda mais estranha. Obviamente observa​n​do externamente não é possível interpretar com certeza o que ocorreu porque dispomos somente de alguns, poucos, vídeos e pouquíssimas fotos. Porém é possível recolher alguns dados de um certo interesse partindo de quanto foi publicado pela mídia sobre o acidente do atacante brasileiro.

Em primeiro lugar o modo como ocorreu o confronto entre o Neymar e o adversário colombiano ​não ​parece absolutamente diferente, por dimensão e tipologia do trauma, dos milhares de traumas semelhantes que ocorreram e ocorrerão em todos os campos de futebol do mundo. Trata-se de um contato entre o joelho do defensor que pula atrás do​ ​atacante que está correndo. Resumindo, o confronto entre os dois corpos acontece na mesma direção da corrida e, portanto, as duas velocidades dos atletas devem ser subtraídas e não somadas, reduzindo, desse modo, notevolmente a dimensão do stress recíproco.

O segundo aspecto que emerge como evidente a partir das imagens é o fato do contato entre o joelho de Juan Camilo Zuniga e as costas do brasileiro imp​ôr ​​​​​à coluna de Neymar um movimento em hiperlordose com acentuação da fisiologia curva côncava do rachide lombare. Mas aqui também vai evidenciado que tais movimentos forçados, resultado de confrontos ou gestos atléticos ou lúdicos (basta pensar no salto para trás para comemorar um gol), são freqüentes nos esportes​,​ senza que por isso tenham consequências dramáticas.

Além disso se é verdadeira a tomografia axial computadorizada (TC) publicada em alguns jornais (ou seja, ​s​e a imagem publicada ​é​​​ realmente atribuível à coluna de Neymar) o primeiro aspecto que salta aos olhos é que a notícia dada pelos jornalistas fala de “fratura na terceira vértebra lombar” baseando-se nas declarações do médico esportivo na seleção brasileira, Rodrigo Lasmar, enquanto a ​imagem publicada, inclusive com a seta (!) mostra uma espondilose (Spondylolysis ndt) da quinta vértebra: uma interrupção do arco posterior da vértebra L5 provavelmente de origem não – traumática. Continua a leggere

Uma Copa fora do poder

Usar politicamente a Copa foi – é – cansativo, ridículo.
Pessoalmente nunca fui muito torcedora. Era, do Corinthians, sobretudo pelo Sócrates. Estranho é que se sento para assistir uma partida, então torço, grito, pulo, choro e coloco bandeira na janela. Fiz isso uma vez quando a Seleção italiana treinava no campo na frente da minha janela, na cidade de Narni. O campo era pequeno, a minha janela, alta (eles sabem que eu sei que eles viram). Foi provocação, daquelas que não dá pra resistir.
Essa Copa parecia mais remota ainda.
Eu torcia pelo Brasil, creio como todo mundo, ou seja, como se fosse natural. Afinal futebol apesar de ter sido sempre instrumentalizado por todas as ideologias e cores políticas no poder, sempre foi uma expressão popular.
Dava para relativizar, porque não era um pacote cultural imposto ao povo goela abaixo. Era o contrário. Sempre foi.
Então, agora que acabou, espero que acabe também todo os circo político ao redor, venha de onde vier.
Fifa, Aécio, Dilma, mainstream: um passo para trás.
Essa guerra para ocupar o nosso imaginário é uma merda.
Deem um tempo. Deixem a gente, até mesmos nós, os não torcedores, metabolizarem os sete gols (putz, foram mesmo 7), curarem a ferida.

É pedir muito?

Latina. Discariche e rifiuti: l’incontro degli Scout Borgo Piave

Dopo decenni di silenzio e indifferenza la Provincia di Latina inizia a osservare se stessa, a capire cosa si cela nel suo ventre profondo, quanto ha permesso fosse nascosto sotto la terra.
E’ da oltre vent’anni che il collaboratore di giustizia Carmine Schiavone, ex cassiere dei Casalesi, racconta dei rifiuti tossici nocivi e forse anche radioattivi smaltiti illegalmente nel basso Lazio. Dichiarazioni fatte sia alla Commssione Distrettuale Antimafia che alla Commissione bicamerale d’inchiesta sui rifiuti e rimaste inascoltate.
Lo Stato perciò sapeva e non ha mai proveduto a fare le bonifiche. Lo sapevano anche gli abitanti dei borghi della provincia di Latina, intuivano, sussurravano. E guardavano dall’altra parte. Era lavoro, portava soldi. E i veneti arrivati in terra di bonifica sono bravi lavoratori.
Ma il muro di omertà e di paura inizia a sgretolarsi sotto il peso dei troppi malati, dei troppi tumori. E anche la preocupazione per i figli, le prossime vittime di un disastro ambientale nato dentro un sistema colaudatissimo fa leva, insinua finalmente una scintilla di reazione in un territorio costruito per essere obbediente.

Nei giorni scorsi i ragazzi del del clan Oasi – Scout del Gruppo Borgo Piave 1 hanno promosso un dibattito e una mostra fotografica sulla discarica di Borgo Montello. Hanno interpelato gli abitanti, hanno chiesto se sapevano di Borgo Montello o di don Cesare Boschin il prete che si batteva contro la discarica e ucciso in circostanza ancora tutte la chiarire.
E hanno disseminato bidoni per tutta la città.