Uma Copa fora do poder

Usar politicamente a Copa foi – é – cansativo, ridículo.
Pessoalmente nunca fui muito torcedora. Era, do Corinthians, sobretudo pelo Sócrates. Estranho é que se sento para assistir uma partida, então torço, grito, pulo, choro e coloco bandeira na janela. Fiz isso uma vez quando a Seleção italiana treinava no campo na frente da minha janela, na cidade de Narni. O campo era pequeno, a minha janela, alta (eles sabem que eu sei que eles viram). Foi provocação, daquelas que não dá pra resistir.
Essa Copa parecia mais remota ainda.
Eu torcia pelo Brasil, creio como todo mundo, ou seja, como se fosse natural. Afinal futebol apesar de ter sido sempre instrumentalizado por todas as ideologias e cores políticas no poder, sempre foi uma expressão popular.
Dava para relativizar, porque não era um pacote cultural imposto ao povo goela abaixo. Era o contrário. Sempre foi.
Então, agora que acabou, espero que acabe também todo os circo político ao redor, venha de onde vier.
Fifa, Aécio, Dilma, mainstream: um passo para trás.
Essa guerra para ocupar o nosso imaginário é uma merda.
Deem um tempo. Deixem a gente, até mesmos nós, os não torcedores, metabolizarem os sete gols (putz, foram mesmo 7), curarem a ferida.

É pedir muito?

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