Assange e Snowden estariam desempregados na Republica das Bananas verde e amarela

Assange e Snowden estariam desempregados na Republica das Bananas verde e amarela. O carnaval constitucional desce o sambródomo e dá espetáculo para o mundo
A acusa que espia o advogado de defesa, o juiz que libera escuta telefonica envolvendo a presidência da Republica (!) – ou seja, o maior cargo institucional de um país – que, entre outras coisas, não estava cometendo atos ilegais enquanto é sua prerrogativa indicar os ministros do próprio governo, indicando nesse caso uma pessoa que não é condenada e não é réu. Que espetáculo Brasil! É a caça às bruxas sem processo. É matar dois coelhos de uma só vez: direitos individuais e poderes do Estado. É a loucura oportunista e golpista verde e amarelo chegando a extremos perigosos.
Jogar no lixo a tutela dos direitos individuais e a independencia da Presidencia da Republica com a justificativa de que “se sabe, eles são ladrões!” sem que essa afirmação seja ancorada a um processo formal, que tenha passado por todos os graus de juizo, é simplesmente fofoca, é bate-papo de vizinho, é conversa de bêbado na mesa do bar, é campanha politica, pode até ser verdade enfim, É TUDO ISSO MAS NÃO É LEGAL, não foi o fruto de um regular processo, onde existe a acusa, a defesa, as testemunhas, as provas e contra-provas, os recursos, etc, etc, etc.
Deixem de lado o Fulano e o Sicrano e concentrem-se nos cargos institucionais, nas regras do jogo. Atacar as regras por conveniência cria um vulnus perigoso para o Brasil.
Vamos lembrar:
Lula não é réu (ainda). Dilma é Presidente (ainda). Ambos têm direito à um processo e só no final poderão ser considerados, formalmente, culpados ou inocentes. Além disso se um dos protagonistas é o Presidente da Republica, muitas tutelas precisam ser garantidas, porque envolve a soberania de um pais, segredos de Estado, segurança nacional, etc, etc, etc. Essas coisinhas de nada que, no mundo, exilaram tipos como o Assange e o Snowden.
Maravilhoso.
Imaginem quanto são preciosas as conversas telefonicas do Presidente da Republica de uma das principais potências econômicas do mundo, imaginem que espiar essas conversas foi autorizado por um juíz (sem passar por nenhum colegio de magistrados, comissão de garantia constitucional, comissão parlamentar, etc), imaginem essas conversas sendo vazadas para o publico. Imaginem se isso já aconteceu outras vezes…
Espetacular.
Assange e Snowden estariam desempregados no Brasil.
Qualquer um, na linha de execução da escuta judicial, é potencialmente um traidor da patria. Ou potencialmente pode estar em perigo por deter informações consideradas em qualquer outro pais do planeta, “sensíveis à segurança nacional”.
Demais mermão, me passa um aí?
Na Republica das Bananas varonil o Estado de Direito está sendo pisoteado no melhor estilo golpista da America Latina.
É um espetáculo vergonhoso o que estamos dando ao mundo, é a República das Bananas que dança embriagada, a mão no beicinho fazendo biquinho enquanto se abaixa rebolando em cima de uma garrafa de cachaça vazia.
Eu não sou petista, nunca votarei na Dilma, combato a sua politica desenvolvimentista insana e o populismo fácil do Lula. Mas a democracia pressupõe regras. Jogar elas no lixo porque o adversário não é do nosso agrado, condenar sem um processo, para destituir de poder um Chefe de Estado eleito diretamente é golpismo.
Ou é revolução. Mas quem está do outro lado? A oposição?
Ah. Maravilhoso! Vamos dar uma cheirada aí meu irmão, a casa da mãe Joana re-abriu.

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Amazônia: última fronteira do capitalismo brasileiro

Por Cesar Sanson
Pesquisador do CEPAT

Uma plataforma de exportação. É nisso que vem se transformando a Amazônia legal, uma região que produz commodities para outros países e para a região sudeste.

O Brasil assiste um terceiro ciclo de expansão capitalista. Após o modelo nacional-desenvolvimentista encabeçado por Vargas a partir dos anos 30, que resultou no início das bases da industrialização brasileira e do modelo de industrialização associado ao capital transnacional, e que foi iniciado por Juscelino Kubitschek nos anos 50, temos agora o modelo neodesenvolvimentista, iniciado por Lula e continuado por Dilma Rousseff. Continua a leggere

Lei da Anistia e decisão da Corte Interamericana

Não conhecia Marcio Sotelo Felippe mas o texto “AS PEDRAS VÃO FALAR” é leitura fundamental para  introduzir-se no debate sobre a lei da Anistia do estado brasileiro e a decisão da Corte Interamericana que estabelece a sua invalidade.
Combater a ditadura e seus mecanismos juridicos e culturais é muito menos simples do que parece:
As flores olhando a cena, não compreendiam.
Indagavam dos pássaros, que emudeciam.
As janelas das casas, mal podiam crer
-no que não viam.
As pedras, no entanto,
gravavam os nomes dos fantasmas,
pois sabiam que quando chegasse a hora
por serem pedras, falariam.

(Affonso Romano de Sant’Anna)

A decisão da Corte Interamericana de Direitos Humanos estabeleceu a invalidade da chamada Lei da Anistia quando estendida aos responsáveis pelos crimes  praticados por agentes da repressão no período da ditadura militar. O Supremo Tribunal Federal, na Ação de Descumprimento de Preceito Fundamental no. 153,  declarou que era válida, mesmo abrangendo crimes contra a humanidade de responsabilidade do Estado (com dois votos vencidos). Tem-se uma antinomia, um conflito de normas. Recentemente, juristas, defensores dos direitos humanos, entidades, vítimas e parentes de vítimas subscreveram uma Carta aos Três Poderes pedindo o cumprimento da decisão da Corte Interamericana. Deve-se esclarecer à sociedade qual a solução jurídica para o conflito porque imediatamente após a decisão da Corte Interamericana, o Ministro César Peluso declarou ao jornal “O Estado de São Paulo”:  “a eficácia [da decisão da Corte] se dá no campo da convencionalidade. Não revoga, não anula e não cassa a decisão do Supremo”.

A frase, dita pelo presidente da mais alta corte de justiça do país, proporcionou um  reforço para os que defendem a não punição dos crimes contra a Humanidade cometidos no período do regime militar. Abriu como que uma zona de alívio para eles, dando-lhes o  conforto – apenas aparente –  da segurança e  técnica jurídicas e do Estado de Direito. Nós outros, que  defendemos a apuração, repousamos agora à margem  do Direito, Continua a leggere

Este é o “novo” Brasil? PM´s do Amazonas atiram à queima roupa em jovem da periferia

Il video mostra un poliziotto che spara a bruciapelo ad un giovane di un quartiere periferico dello stato di Amazonas/Brasile (giù la traduzione).
Vídeo mostra um policial que atira à queima-roupa num menino indefeso no Amazonas.
Pubblicato anche sul giornale La Repubblica

Este é o “novo” Brasil? PM´s do Amazonas atiram à queima roupa em jovem da periferia

A lembrança torna veloz aos anos 80, ao documento da Escola Superior de Guerra brasileira que, refererindo-se à pobreza, aos sofrimentos e à violência daquele Brasil, falava da necessidade de “eliminar o problema”. A memória torna veloz àquela Manaus, fronteira amazônica e aos seus garotos torturados e assassinados cotidianamente nas delegacia de policia. O crime? Ter roubado uma botija de gás, ter incomodado o comerciante da periferia.
Assassinava-se por um nada naquele país refém de uma hiper inflação e que acabava de sair de uma ditadura que havia destruido inteiras gerações.
As crianças, o bem mais precioso de qualquer nação, estavam sendo extintos. Quando a cola que cheiravam não produzia os estragos nutrindo exércitos de “meninos de rua” era o estado de policia da pós ditadura que os eliminava. Os corpos encontrados nos varadouros, os “desovados”, eram chamados de vítimas de guerras entre gangs.
Se isso tivesse sido verdade Manaus, e boa parte do Brasil, viveu uma verdadeira guerra civil na década de 80.
Hoje dizem que o Brasil está diferente. Cresce, é um dos “grandes” do mundo.
Nunca será se não enfrenta com responsabilidade a desigualdade econômica, o escravismo moderno das classes dominantes. As imagens demonstram.

Traduzione:
Questo è il “nuovo” Brasile? Poliziotto spara a bruciapelo a ragazzino nella periferia dello stato di Amazonas
La memoria torna veloce agli anni ’80, al documento della scuola superiore di guerra brasiliana che, riferendosi alla povertà, ai disagi e alla violenza di quel Brasile,  parlava della necessità di “eliminare il problema”. La memoria torna a quella Manaus, frontiera brasiliana, e ai suoi ragazzini torturati e assassinati nei commissariati di polizia. Il crimine? Aver rubato una bombola di gas o aver dato fastidio al piccolo commerciante locale.
Si uccideva per un nulla in quel paese ostaggio della superinflazione e appena uscito da una dittatura militare che aveva spazzato via intere generazioni.
I bambini, il bene più prezioso di qualsiasi paese, venivano estinti. Quando la colla da sniffare non produceva i suoi danni, nutrendo interi eserciti di “meninos de rua”,  toccava allo stato di polizia del dopo dittatura. I cadaveri ritrovati nelle boscaglie venivano bollati come i “desovados”, ovvero le vittime della guerra tra le gang.
Oggi il Brasile è diverso, ci dicono. Cresce, è uno dei grandi del mondo.
Non lo sarà mai se non affronterà con responsabilità la disuguaglianza economica, la schiavitù moderna delle classi dominanti. Le immagini lo dimostrano.
Il video mostra un poliziotto che spara a bruciapelo ad un giovane di un quartiere periferico dello stato di Amazonas/Brasile.

Commento critico di “Harken” in un post del manifesto riguardo la vittoria di Dilma

Ho trovato questo commento al post del manifesto Dilma Rousseff conquista il Brasile.

Rapporto UNDP sullo Sviluppo Umano 2010 [reperibile per esempio a http://hdr.undp.org/en/reports]. Pubblicato ogni anno, stila una “classifica” dei paesi del mondo per “indice di sviluppo umano”, costruita sulla base di appositi indici statistici multivariati e di approfondite indagini “empiriche”. Di cosa tengano conto nel dettaglio i compilatori, lo si può leggere nel riassunto del rapporto [che si trova, per esempio, a http://hdr.undp.org/en/reports/global/hdr2010/chapters/]. Fondamentalmente si può dire che tengano conto di cose come: l’aspettativa media di vita nella popolazione complessiva, il tasso di mortalità per malattie facilmente curabili, il tasso di scolarizzazione, il livello di disuguaglianza economica basata sul “genere”… eccetera.
Al primo posto della “classifica”, in base alle stime dell’UNDP, la Norvegia. Credo che ciò avvenga per l’n-esima volta di fila (il valore di n mettetecelo voi: ma è senz’altro maggiore di 2). Beati loro!
I tanto bistrattati Stati Uniti stanno pur sempre, nonostante tutti i loro attuali drammatici problemi, al quarto posto.
La sventurata Italia, per parte sua, è al 23-esimo posto, due posti prima della Gran Bretagna [25], e più o meno a metà del gruppo dei paesi “ad altissimo sviluppo umano”. Quindi, per inciso, prima di mettersi a parlare di “Italia avviata sulla via di Haiti”, ci penserei un po’ più approfonditamente 😉
E il Brasile del venerato Lula, dov’è? È al 73-esimo posto: dopo – udite udite – paesi come l’Iran [70], l’Albania [64], la Bulgaria [58], la Romania [50]. Il suo indice di sviluppo umano complessivo, costruito coi criteri cui si faceva riferimento prima, è di 0.699: contro 0.854 dell’Italia, ma anche contro 0.750 del Messico [56-esimo] o 0.719 della suddetta Albania. Continua a leggere

Considerazioni veloci sul Brasile: PSDB, Lula, Dilma, Marina

Il PSDB rappresenta una destra liberale che lanciò il Brasile nelle mani della economia finanziaria con effetti drammatici. Infatti il governo Fernando Henrique Cardoso è responsabile per l’ondata di privatizzazioni (l’affidamento della gestione dell’acqua di Manaus alla Suez prima e ora ad una azienda di facciata, è uno degli esempi).

Lula, per la prima volta nella storia brasiliana, rappresentava la possibilità di avere un paese “normale”, cioè, di avere un presidente della Repubblica che venisse dalle lotte popolari in un “sereno” percorso democratico. Continua a leggere